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sexta-feira, 27 de maio de 2011

ESCÂNDALO: Ministro Haddad da Educação, contou uma mentira. Kit era para crianças a partir de 11 anos

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O ministro Fernando Haddad é sabidamente incompetente. Todos já sabemos disso
por Reinaldo Azevedo
O ministro Fernando Haddad é sabidamente incompetente. Todos já sabemos disso. A grana que ele torrou com seus ENEMs desastrados o prova. Ele é também autoritário: na edição da prova deste ano, ele quer cassar dos alunos o direito de recorrer à Justiça caso sejam prejudicados por algum problema de impressão de responsabilidade do… MEC. Ele é tecnicamente irresponsável, já que comanda uma equipe que autoriza a distribuição de livros que fazem a apologia do erro. Ela já demonstrou que não tem problema em enganar pessoas, a exemplo do que fez com a bancada cristã, a quem prometeu interlocução no caso do kit gay, ignorando-a em seguida. E agora descobrimos que ele contou uma mentira vergonhosa!

O kit anti-homofobia, à diferença do que ele afirmava, seria distribuído a crianças a partir dos 11 anos. É uma questão de caráter. Se Dilma Rousseff o mantiver no governo, terá um ministro da Educação em cuja palavra a sociedade não pode e não deve confiar. No material, conforme vocês lerão abaixo, recomendava-se a esses alunos que retirassem nas locadoras filmes como ”Brokeback Mountain”, “A Gaiola das Loucas” e “Milk” — que é especialmente violento, diga-se.

Haddad contou uma mentira grave. Cabe a Dilma Rousseff decidir se seu ministro da Educação continuará a desmoralizar o seu governo. O que se preparava no MEC, em suma, era um grande trabalho de molestamento de crianças, ainda que de uma forma oblíqua. Na brincadeira de caça-palavras, os alunos têm de decifrar 16 palavras correspondentes a definições como: “pessoa que sente desconforto com seu órgão sexual (transexual)”, “nome da ilha que deu origem à palavra lésbica (Lesbos)”, “órgão sexual que é associado ao ser homem (pênis)”. Leiam o que segue. É asqueroso! Que tipo de gente organiza e patrocina algo assim? A condição moral das pessoas que preparam esse material tem de ser severamente investigada.

No Globo:
O kit de material educativo “Escola sem homofobia” que provocou polêmica entre religiosos no Congresso e levou a presidente Dilma Rousseff a vetar sua distribuição tinha como público-alvo não só alunos do ensino médio, como informava o Ministério da Educação. O material também foi preparado para ser apresentado a alunos a partir dos 11 anos de idade que cursam o ensino fundamental do 6º ao 9º ano.

A faixa etária está registrada no caderno “Escola sem homofobia”, que orienta como o kit anti-homofobia deveria ser aplicado na sala de aula e apresentado a professores e pais. Fazem parte do kit três vídeos, um DVD e guias de orientação a professores.

Destinado a professores, gestores e outros profissionais da educação, o caderno, ao qual O GLOBO teve acesso ensina dinâmicas de grupo para trabalhar com estudantes do ensino fundamental, em temas como homossexualismo, bissexualismo. “Essas dinâmicas podem ser aplicadas à comunidade escolar e, em especial, a alunas/os do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do ensino médio”, diz o caderno.

A destinação do kit contra a homofobia a alunos do ensino fundamental fica evidente no conteúdo do vídeo “Boneca na mochila”. Este é um dos filmetes do kit e traz na capa uma criança pequena com uma mochila. O vídeo conta uma história baseada em fato verídico: uma mãe é chamada às pressas na escola porque “flagraram” o filho com uma boneca na mochila. No caminho do colégio, num táxi, a mãe escuta essa notícia no rádio e fica ainda mais aflita.

O guia de discussão que acompanha o vídeo sugere dinâmicas para os professores trabalharem com os alunos e discutirem esse conteúdo. Um dos capítulos propõe mostrar os “mitos e estereótipos” mais comuns que envolvem gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, a partir das seguintes afirmações, que devem ser completadas pelos alunos: “Meninos que brincam de boneca e de casinha são…”; “Mulheres que dirigem caminhão são…”; “A pior coisa num gay é…”; “Garotas que partem para a briga são…”.

Ao propor debate sobre sexualidade, a cartilha recomenda questionar ao aluno: “Ser um menino mais sensível e uma menina mais durona significa que são ou serão gay e lésbica?” No material do kit em poder do MEC, há seis Boletins Escola sem Homofobia (Boleshs), destinados aos estudantes, com brincadeiras, jogos, letras de música e dicas de filmes. Todos com o tema diversidade sexual e homofobia. Uma das letras de música incluídas foi a canção “A namorada”, de Carlinhos Brown, cujo refrão diz “namorada tem namorada”.

Na brincadeira de caça-palavras, os alunos têm que decifrar 16 palavras correspondentes a definições como: “pessoa que sente desconforto com seu órgão sexual (transexual)”, “nome da ilha que deu origem à palavra lésbica (Lesbos)”, “órgão sexual que é associado ao ser homem (pênis)”.

O boletim traz brincadeiras de “o que é o que é”, com conceitos de parada do orgulho LGBT, homofobia, diversidade sexual, entre outros. Na sessão sobre filmes, os alunos são orientados a procurar nas locadoras ou na escola “Brokeback Mountain”, história de dois jovens que trabalham numa fazenda e tem relacionamento amoroso; “A gaiola das loucas”, comédia sobre o dono de um cabaré gay que entra em apuros quando o filho dele, noivo da filha de um senador moralista, vai apresentar sua família. São sugeridos também “Milk”, com Sean Penn, e “Desejo proibido 2″.

Os boletins também trazem textos sobre esses temas. Na capa de um, “Terremoto no território machista”, o assunto tratado é sobre a capacidade do ser humano de interagir com pessoas diferentes. Outra edição é aberta com o texto “Homofóbicos são os outros?”, que relata história de uma jovem que é preconceituosa, mas acredita não ser.

No guia do vídeo “Torpedo”, com a perseguição de alunos a duas estudantes que mantêm uma relação, as ONGs responsáveis pelo material sugerem que, após exibição, seja perguntado aos alunos: “É diferente a reação das pessoas quando vêem duas garotas de mãos dadas e dois garotos de mãos dadas?”; “Um professor, ou uma professora, teria menos credibilidade se fosse homossexual, travesti, transexual ou bissexual? Por quê?”

O Ministério da Educação informou nesta quinta-feira que o material produzido seria indicado apenas para o ensino médio. E que a indicação para o ensino fundamental não seria aprovada. A distribuição do kit foi abortada por ordem da presidente Dilma. A professora Lilian do Valle, professora de Filosofia da Educação da Uerj, alerta: “Quanto mais baixa a idade, mais delicada a situação. É uma idade muito sensível para questões afetivas e psiquícas. Uma palavra mal colocada pode resultar num dano maior do que simplesmente não falar nada. Tem que envolver um trabalho maior, interdisciplinar. Não é simplesmente aprovar uma lei e jogar o kit. É pedir demais do professor esse tipo de responsabilidade. Não se pode esperar que a escola resolva os problemas da sociedade.”
Fonte: Veja.com
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sábado, 21 de maio de 2011

ESPORTES: Começa o Brasileirão. E não há nada no mundo como ele

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O campeonato completa 40 anos cheio de polêmicas e confusões, com rivais em guerra e times sempre em transformação. Ainda assim, ele é uma festa
O Campeonato Brasileiro de 2002 foi o último antes do inicio dos pontos corridos. 
A final foi entre Santos e Corinthians: o time praiano venceu os dois jogos, 
respectivamente, por 2 a 0 e 3 a 2
O futebol brasileiro alcança um marco importante a partir deste sábado, mas bem ao seu jeito, cheio de confusões, polêmicas e trapalhadas da cartolagem. Com o início do Brasileirão 2011, que tem seu pontapé inicial com quatro partidas, a partir das 18h30, o campeonato nacional do país pentacampeão do mundo completa quarenta anos - sua primeira edição foi disputada em 1971. Mas atenção: isso não quer dizer que haja quarenta taças entregues aos clubes ganhadores da competição. Esta é a primeira edição iniciada a partir da controversa unificação dos títulos nacionais, decidida no ano passado por Ricardo Teixeira, presidente da CBF. Como em duas ocasiões o Brasileirão não foi, oficialmente, Brasileirão (na Copa União de 1987 e na Copa João Havelange, em 2000), o país marca os 40 anos do torneio com apenas 38 edições disputadas com esse nome. Ao mesmo tempo, porém, soma 55 campeões, já que ganhadores do Robertão e da Taça Brasil também são incluídos (na galeria de fotos acima, os dez últimos campeões). Nem tente explicar a um torcedor estrangeiro - se ele for de um país europeu, é impossível que ele entenda.

Outra característica única - e também pouco invejável aos olhos dos torcedores de outras partes do mundo - é o calendário esquisito, com o campeonato tendo início no fim de maio e se estendendo até o começo de dezembro. Culpa dos campeonatos estaduais, pouco lucrativos e sem grande importância para o torcedor dos grandes centros da bola. Depois de passar quase cinco meses inteiros numa disputa pouco rentável, o futebol brasileiro enfim dá início ao campeonato que realmente importa. Por não coincidir com o calendário da Europa, continente que mais importa jogadores do país, o Brasileirão tem mais uma característica pouco comum: os times que começam a competição raramente são os mesmos que a terminam. No meio do caminho, as principais baixas são justamente as que acabam sendo mais sentidas - os jovens craques que despontam como promessa de espetáculo, mas logo acabam fazendo as malas e embarcando a caminho de Madri, Milão, Munique ou Londres. Neste ano, os grandes alvos dos olheiros são Neymar e Ganso, do Santos, e Lucas, do São Paulo, além de Leandro Damião, do Internacional.

Neste ano, porém, alguns craques que já vestiram a camisa da seleção percorreram a rota contrária, retornando ao Brasil depois de longas temporadas lá fora. Os principais astros do campeonato, Ronaldinho e Luís Fabiano, já foram titulares da seleção em Copas do Mundo, assim como Adriano - que, imprevisível como sempre, pode muito bem mudar de ideia e nem estrear pelo Corinthians. A contratação do problemático atacante foi atribuída a uma tentativa corintiana de ofuscar os são-paulinos. E essa briga de bastidores entre os arquirrivais é outra marca importante da competição. A guerra dos cartolas vai desde uma queda-de-braço na política até o uso dos estádios dos adversários - o Corinthians, por exemplo, tenta enfraquecer o São Paulo ao não mandar suas partidas com maior público no Morumbi. Num ano em que muitos estádios estão fechados por causa das obras para o Mundial de 2014, isso pode provocar ainda mais confusão no torneio. A emoção está garantida desde este sábado até a última rodada - que, pela primeira vez, tem todos os principais clássicos do país de uma só vez.
Fonte: Veja.com
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sábado, 7 de maio de 2011

SAÚDE: Maternidade pública do Rio tem UTI equipada que nunca foi usada

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Imagens do Sindicato dos Médicos mostram UTI pediátrica vazia.Comissão de Saúde também constatou problemas 
na UTI neonatal
Em meio à superlotação de unidades de saúde no Rio de Janeiro, a Maternidade Municipal Leila Diniz, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, inaugurada há três anos, tem um setor de Unidade de Tratamento Intensivo pediátrico (UTI), equipado, que nunca foi usado. 

Diretores do sindicato encontraram parte dos equipamentos, sem uso, em outra sala. São, por exemplo, respiradores importantes para manter muitas crianças vivas. Segundo funcionários da maternidade, a UTI nunca funcionou por falta de médicos.

O prédio atual em nada lembra o antigo que ficava em Curicica, em Jacarepaguá, também na Zona Oeste, desativado em 2005 por causa dos constantes alagamentos e vazamentos de esgoto. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, que monitora vagas em toda a rede pública, existem 169 leitos em UTIs pediátricas, e seriam necessários pelo menos mais 30.

UTI neonatal está superlotada, diz vereador:
Na tarde desta quinta-feira (5), o vereador Paulo Pinheiro (PPS), da Comissão de Saúde da Câmara, vistoriou a Maternidade Leila Diniz e também constatou problema numa outra UTI, a neonatal - destinada a recém-nascidos - que está superlotada. A comissão informou que, nesta quinta-feira, havia 11 bebês internados, mas a capacidade do lugar é para cinco.

“É uma sobrecarga para os médicos, é uma sobrecarga para o profissional de enfermagem, e é uma piora da qualidade para as crianças e para as mães que vêm ter filhos”, disse o vereador.

A prefeitura do Rio informou que a maternidade foi construída no governo anterior, sem um planejamento de utilização, e que estuda uma forma de viabilizar a operação do setor de UTI pediátrica. A Secretaria municipal de Saúde disse, ainda, que prioriza a recuperação e ampliação de serviços já oferecidos, além da construção de novas maternidades, e que nos últimos dois anos ampliou o número de leitos neonatais e pediátricos.

Falta de UTIs:
A carência de vagas nas UTIs infantis também acontece em outros hospitais do Rio. No Hospital Pediátrico do Fundão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a direção teve que improvisar uma UTI numa enfermaria.

O filho de Maria do Socorro está internado há um mês. Ela conta que o estado de saúde dele piorou, mas o menino não conseguiu ser levado para uma UTI. A criança está sendo atendida no Hospital Municipal Lourenço Jorge. Se a Maternidade Leila Diniz estivesse funcionando adequadamente, a transferência poderia ser feita em poucos minutos.

“Ela falou que ele seria transferido, mas ela disse que não arrumou vaga. Eu queria que ele fosse para um recurso maior, porque aqui não tem para ele”, disse Maria do Socorro.
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domingo, 17 de abril de 2011

MEIO AMBIENTE: Tratamento térmico e geração de energia a partir dos resíduos urbanos


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Agradecimento:
A Notícia Barra agradece aos seus milhares de leitores, por este nosso primeiro ano de convivência diária, que possibilitou que nesse sábado, 16 de Abril de 2011, conseguíssemos a marca de 500.000 acessos. Obrigado a todos
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O processo USINA VERDE de tratamento térmico e geração de energia a partir dos resíduos urbanos
O processo é precedido por criteriosa seleção manual/mecânica de todos os materiais recicláveis – garrafas “pet”, papelão, latas de aço e de alumínio, vidros, etc. que serão destinados à indústria de reciclagem.

Somente são submetidos ao tratamento térmico a matéria orgânica e os resíduos combustíveis não recicláveis (papel e plástico contaminado com matéria orgânica, etc) ou seja, exatamente o material que seria destinado ao Aterro.

O tratamento térmico dos resíduos no forno ocorre, em média, a 950º C. A oxidação dos gases, na câmara de pós-queima, ocorre a +/- 1050°C, com tempo de residência de 2 segundos. As cinzas são recolhidas em arrastadores submersos em corrente de água e lançadas no decantador.

Os gases quentes (cerca de 1000º C) são aspirados através de uma Caldeira de Recuperação, onde é produzido vapor a 45 Bar de pressão e 420° C. O vapor gerado pela caldeira acionará um Turbo-gerador com potência efetiva de 3,2 MW, gerando aproximadamente 0,6 MW de energia elétrica por tonelada de lixo tratado. É muito importante observar-se que a energia gerada é um sub-produto do processo de destinação final ambientalmente correta do lixo urbano e como tal uma Unidade de Tratamento de RSU jamais deve ser comparada com hidrelétricas ou termelétricas, cuja única função exclusiva é gerar energia . O processo USINAVERDE, além de aproveitar o potencial energético contido em resíduos que seriam simplesmente enterrados, contribui com a conservação da energia contida nos materiais segregados para fins de reciclagem (alumínio, metais ferrosos, vidros etc..)

Os gases exauridos da Caldeira de Recuperação são neutralizados por processo de lavagem em circuito fechado (lavadores e tanque de decantação) não havendo a liberação de quaisquer efluentes líquidos.

O processo de lavagem ocorre em dois estágios: no 1º estágio, ocorre a lavagem e redução da temperatura com o uso de spray jets; no 2º estágio os gases resfriados são forçados a passar por “barreiras” de solução de lavagem criadas por hélices turbinadas existentes no interior dos lavadores, ocorrendo o chamado “polimento dos gases”.

A solução de lavagem proveniente dos lavadores é recolhida em tanques de decantação onde ocorre a neutralização com as cinzas do próprio processo, hidróxido de sódio e a mineralização (decantação dos sais), retornando posteriormente ao processo de lavagem.

Restará no decantador um precipitado salino (concentração de cálcio e potássio) e material inerte, correspondendo a algo em torno de 8%, em peso, dos resíduos para tratados. Este material está sendo testado, em substituição à areia, na fabricação de tijolos e pisos. Um módulo de 150 ton/dia gera material suficiente para a produção de 1500 tijolos/dia (1 casa de 50 m2 por dia).

Os gases limpos, após passagem por eliminador de gotículas (demister), são liberados para a atmosfera pela chaminé.

Exaustores instalados imediatamente antes da chaminé garantem que todo o sistema de gases, desde o forno até a saída dos lavadores ocorra em pressão negativa.

Contrariamente à maioria dos sistemas de limpeza dos gases e vapores da incineração de lixo urbano adotados no Mundo, que utilizam, principalmente, ‘filtros de manga’ de elevado custo de aquisição e manutenção, a rota tecnológica patenteada pela USINAVERDE para a neutralização dos gases e vapores tem como base uma solução de água alcalinizada com as cinzas do próprio processo e hidróxido de cálcio.

Analisando a tecnologia USINAVERDE à luz das recomendações da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), observamos a mais absoluta sintonia.

No processo USINAVERDE a oxidação térmica dos gases é completa, ocorrendo a uma temperatura de cerca de 1050º C e com excesso de ar na queima de 110%, o que se reflete na eliminação total do monóxido de carbono. Os resultados dos testes indicam, no máximo, 2 ppm de CO nos gases emitidos na chaminé. Por outro lado, o método de limpeza dos gases por absorção em solução de lavagem com pH alcalino mostra-se bastante eficaz.

O processo USINAVERDE utiliza sistemas fechados de gases de combustão (pressão negativa) e de lavagem com água alcalinizada em circuito fechado.

No processo USINAVERDE os resíduos são tratados a uma temperatura mínima de 850ºC, e os gases, na câmara de pós-combustão, são submetidos a uma temperatura de 1050ºC com tempo de residência mínimo de 2 segundos. As temperaturas são controladas automaticamente.

A tecnologia USINAVERDE também está absolutamente alinhada com o ‘Sumário para Formuladores de Políticas’ elaborado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC/ONU) quando recomenda especificamente a incineração de resíduos com geração de energia como rota preferencial para a destinação final dos resíduos urbanos, pois impede a formação do biogás de aterro responsável por 3% do total de emissões dos gases do efeito estufa.

MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO:
O processo de certificação da Usina Modelo do CT USINAVERDE como Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) foi elaborado em conjunto com o ‘CentroClima’ (IVIG/COPPE/UFRJ) e aprovado em 14 de outubro de 2005 pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. O monitoramento das emissões do projeto foi concluído e emitida a Certificação pelo Bureau Veritas em outubro de 2007. O relatório completo do BVC encontra-se na Seção Notícias/Artigos. Os Créditos de Carbono apurados e certificados já podem ser comercializados. 
O projeto completo pode ser localizado no  link:

O escopo do Projeto de MDL da Usina do CT USINAVERDE é, exclusivamente, a eliminação das emissões do gás metano que seria gerado caso a mesma matéria orgânica tratada termicamente fosse depositada em seu destino final atual (Aterro de Gramacho/RJ). 

Entretanto, nas Usinas comerciais este escopo poderá ser bastante ampliado, considerando:
a) A localização da Unidade ao lado de um aterro ou lixão desativado, com a captação do biogás e sua utilização como combustível auxiliar no processo ou mesmo na geração de energia adicional, dará margem a créditos de carbono oriundos da redução de emissão do metano (cerca de 50% da composição do biogás de aterro) gerado pelo material ali depositado.
b) A substituição da energia produzida a partir de combustíveis fósseis pela energia gerada a partir do lixo, considerada internacionalmente como fonte alternativa e renovável. No Norte do Brasil, por exemplo, parte expressiva da energia consumida é gerada em termelétricas a diesel.
c) Redução das emissões do transporte do lixo, durante a coleta e na transferência para o aterro, que em geral localiza-se distante dos centros geradores de resíduos
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