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terça-feira, 30 de agosto de 2011

SAÚDE: SAÚDE: Mortalidade infantil cai 62% em duas décadas no estado de São Paulo

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Marca ainda está um pouco acima da mínima indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera ideais índices abaixo de dez óbitos
A mortalidade infantil no estado de São Paulo caiu 61,8% nos últimos 20 anos, tendo atingido, no ano passado, o menor índice histórico. De acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (26) pela Secretaria de Saúde, em 2010, o índice ficou em 11,9 óbitos de crianças menores de 1 ano de idade a cada mil nascidas vivas, contra 31,2, em 1990. A marca, porém, ainda está um pouco acima da mínima indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera ideais índices abaixo de dez óbitos.Nos últimos dez anos, a redução ficou em 30%, o que equivale a 4,8 mil óbitos evitados. 

Com relação ao ano de 2009, quando o índice ficou em 12,5, o estado teve uma redução de 4,8%. “Quanto menor a taxa, mais difícil é o trabalho de redução. Consideramos os índices satisfatórios, mas vamos continuar atuando. Fatores como o alto número de cesarianas merecem, agora, uma atenção especial”, disse o governador Geraldo Alckmin.Dos 645 municípios paulistas, 301 apresentaram, em 2010, índices abaixo de dois dígitos. Em 2007, foram 250 municípios onde os índices tiveram um dígito só. 

Considerando as regiões do estado, apenas na de Piracicaba houve aumento. Em 2009, a taxa era 10,7 óbitos para mil nascidos vivos e, em 2010, o índice subiu para 12,5. A região da Baixada Santista também merece atenção especial do governo, já que apesar da redução de 19,6%, verificada de 2009 para 2010, duas de suas cidades, Guarujá e São Vicente, apresentaram índices próximos de 20 óbitos por mil nascidos vivos.Considerando os municípios isoladamente, as melhores taxas foram encontradas em Barretos, São José do Rio Preto, São Carlos, São Caetano do Sul e Paulínia, que ficaram com índices próximos de 7,5 óbitos por mil nascidos vivos. Já as taxas mais elevadas foram as de Avaré (21,8), São Roque (20,8) e Ibiúna (19,4). “As diferenças justificam-se pelo índice de desenvolvimento e riqueza de cada município. A relação entre o PIB [Produto Interno Bruto] e a redução da taxa é nítida”, ressaltou Alckmin.Para a médica Tânia Lago, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, as reduções se devem principalmente à capacitação de profissionais. “Qualificamos os médicos do Sistema Único de Saúde [SUS] para um atendimento neonatal adequado. Além disso, a ampliação da rede de hospitais e a melhoria do saneamento básico também foram fundamentais”, declarou.Sobre as principais causas de óbitos, ela declarou que predominam os problemas perinatais. “Nas décadas de 70 e 80, as crianças morriam por doenças infectocontagiosas, como desinteira e desidratação. Hoje em dia, problemas na gravidez, parto e doenças congênitas são os principais motivos”, disse.
Fonte: panoramabrasil.com.br
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sábado, 27 de agosto de 2011


SAÚDE: Ministério da Saúde vai substituir gotinha contra a pólio por injeção
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Sabin e Salk: entenda a diferença entre as duas vacinas que protegem seu filho contra a poliomielite
O Ministério da Saúde vai substituir a Sabin (composta pelo vírus vivo atenuado) pela Salk (composta pelo vírus morto). Saiba quais são as diferenças entre as duas vacinas, o avanço que essa mudança representa e porque a Salk é mais segura para o seu filho

O Ministério da Saúde vai fazer mudanças na campanha de vacinação contra apoliomielite. A Sabin, a gotinha (composta pelo vírus vivo atenuado) vai ser gradualmente substituída pela Salk, uma injeção (composta pelo vírus morto). Em um primeiro momento, o esquema de vacinação vai ser combinado. “Vamos oferecer as duas primeiras doses de pólio inativada, a Salk, aos 2 e aos 4 meses, e continuar fazendo dois reforços com a pólio oral, além da campanha de vacinação”, conta Carla Domingues, coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. 

Em nota, o Ministério afirma que a mudança não tem data oficial para acontecer, mas que toda a transição deve levar cerca de cinco anos. 

De qualquer maneira, a notícia deve ser muito comemorada. Países desenvolvidos, como Estados Unidos e os da Europa, aboliram há bastante tempo a Sabin. "Sem dúvida é um sinal de amadurecimento do país. 

É algo que nós, médicos aguardamos há muitos anos", afirma Consuelo Silva de Oliveira, infectologista e pediatra, da Universidade do Estado do Pará. Embora as duas vacinas sejam igualmente eficientes, já é consenso entre os infectologistas que a gotinha pode oferecer riscos, ainda que remotos, de a criança desenvolver a doença. A estimativa é de um caso para cada 800 mil doses na primeira vez que a criança é vacinada; e um caso para cada 1 milhão e 200 mil doses a partir da segunda dose. "Sim, vai ser uma picadinha, e não uma gotinha, mas não é por isso que ninguém deve deixar de vacinar. Os pais precisam pensar que a Salk, a injeção, é a opção mais segura, que tira qualquer risco de a criança desenvolver pólio a partir da vacina", afirma Isabella Ballalai, infectologista da Sociedade Brasileira de Imunizações (RJ). 

Hoje o esquema de vacinação funciona assim: tanto na Sabin quanto na Salk, a primeira dose é dada aos dois, quatro e seis meses, com um reforço entre 15 e 18 meses e outro entre quatro e cinco anos. Enquanto essa mudança não acontece, é importante que você continue vacinando seu filho contra a poliomielite. Uma opção, para quem pode pagar, é já começar a fazer a combinação da Sabin com a Salk. “Se os pais quiserem, podem dar as duas primeiras doses da vacina intramuscular, com o vírus inativado, e depois dar a vacina oral. Assim a criança já está imunizada quando receber o vírus vivo”, afirma Marcos Lago, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro do comitê de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Na rede privada, a Salk é dada na vacina combinada Hexavalente junto com as de difteria, tétano, coqueluxe, hepatite B e hemófilos do tipo b (contra meningite). O preço do conjunto varia entre R$ 200 e R$ 240 a dose. 

Em nota, o Ministério divulgou ainda que "A Organização Mundial de Saúde (OMS) sinalizou aos países que se preparem para a erradicação da poliomielite no mundo. Quando isso acontecer, uma das medidas será a substituição gradativa da vacina oral, Sabin (composta pelo vírus atenuado) pela Salk (feita com o vírus morto). O vírus, no entanto, ainda é ativo em 26 países no mundo. O Brasil erradicou a doença há 20 anos."

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SAÚDE:
Cientistas descobrem bactéria que impede mosquito de transmitir à dengue
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Uma pesquisa realizada na Austrália, pela Universidade de Queensland, desenvolveu uma nova técnica que pode revolucionar o combate ao mosquito da dengue e sua transmissão
Os cientistas descobriram que uma bactéria chamada Wolbachia pipientis pode impedir que o mosquito Aedes aegypty adquira o vírus responsável pela dengue, desta forma ele passa a não transmitir mais a doença quando pica o ser humano.

Essa bactéria é transmitida de mãe para filho, então os pesquisadores infectaram os ovos do mosquito em laboratório e em médio ou longo prazo, a bactéria se espalhará a toda a população de mosquitos. A ideia dos cientistas é espalhar os mosquitos que possuem a bactéria na natureza para que eles repassem aos demais, freando assim a transmissão da doença.

Este tipo de mecanismo já havia sido descrito anteriormente em 2009, em uma pesquisa, no entanto os resultados conseguidos com a pesquisa deste ano e que foram publicados nesta quarta-feira (24) trazem novidades importantes, que aperfeiçoaram as técnicas de combate a dengue.

Segundo pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, que participaram da pesquisa australiana, os estudos foram feitos com subtipos diferentes da bactéria. No primeiro trabalho foi atingido o resultado esperado, que era barrar a transmissão do vírus da dengue nos mosquitos. Mas, os insetos passaram a apresentar problemas em suas funções, logo seria impossível soltá-los na natureza. Na segunda tentativa, os resultados foram bons e os mosquitos ainda ficaram saudáveis e os mosquitos foram soltos no meio ambiente e conseguiram retransmitir a bactéria para os demais insetos e conseguiram frear o contagio pela dengue.

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A cirurgia de redução de estômago com interposição de íleo (que pode controlar a diabetes), apesar de famosa e promissora, não é recomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) Clic aqui e continue lendo

sábado, 23 de julho de 2011

SAÚDE: Conselho Federal de Medicina não aprova cirurgia contra diabetes

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Dica: Festa de São João em Dourado
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A cirurgia de redução de estômago com interposição de íleo (que pode controlar a diabetes), apesar de famosa e promissora, não é recomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM)
O órgão emitiu nota nesta sexta-feira afirmando que "na avaliação da entidade, técnicas recentes - como a gastrectomia vertical com interposição de íleo - ainda precisam de mais estudos e pesquisas que comprovem sua eficácia e sua segurança para os pacientes para serem autorizadas."A técnica foi criada pelo médico Áureo Ludovico de Paula, com a pretensão de controlar a diabetes.

O apresentador Faustão passou pela cirurgia em julho de 2009.A operação conta com o grampeamento para redução do estômago, e um reposicionamento do íleo (parte final do intestino). Essa área controla a produção da insulina ( hormônio que controla a taxa de açúcar no sangue) e, com isso, a diabetes.Um pedaço do final do intestino é retirado e colocado entre a parte inicial (o duodeno) e a do meio (o jejuno). 

A ideia é que este reposicionamento do íleo aumente a produção de insulina.Os médicos se dividem quando o assunto é a eficácia e segurança destes procedimentos.

Após decisão do CFM, médico diz que não fará mais cirurgia contra diabetes. Técnica foi rejeitada pelo plenário da entidade.
Cirurgião criador do procedimento se diz 'otimista'.
Faustão fez a cirugia cirurgia 
O médico Áureo Ludovico de Paula, criador de uma cirurgia que promete controlar a diabetes, afirmou que vai parar de fazer o procedimento nos pacientes de sua clínica após decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de não colocá-lo na sua lista de técnicas aprovadas. Ele afirmou que só fará a cirurgia em universidades, para estudos na área.

“Na avaliação da entidade, técnicas recentes – como a gastrectomia vertical com interposição de íleo – ainda precisam de mais estudos e pesquisas que comprovem sua eficácia e sua segurança para os pacientes para serem autorizadas”, afirma a entidade. “A regra atual continua a valer e não sofreu alterações”.

A cirurgia de interposição de íleo é a mesma feita pelo apresentador Faustão, em julho de 2009. A técnica foi criada pelo médico Áureo Ludovico de Paula – segundo ele, para o controle da diabetes.

Na operação, além do grampeamento para redução do estômago, é feito um reposicionamento da parte final do intestino, chamada de íleo (daí o nome da técnica). Essa área controla a produção da insulina, o hormônio que controla a taxa de açúcar no sangue e, com isso, a diabetes.

Um pedaço de cerca de um metro e meio do final do intestino é retirado e colocado entre a parte inicial (o duodeno) e a do meio (o jejuno). A ideia é que, colocado mais para o começo do sistema digestivo, o íleo aumente a produção de insulina.

A cirurgia é polêmica, com médicos da área divididos sobre sua eficácia e sobre os riscos.

O CFM não proibiu, no entanto, que a cirurgia seja feita em casos experimentais. “A Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica, criada pelo CFM especialmente para analisar os trabalhos desenvolvidos na área, continuará ativa. O grupo avaliará estudos e pesquisas, sendo que se os resultados indicarem eficácia e segurança de técnicas analisadas, o debate poderá ser reaberto de forma a oferecer ao brasileiro novas opções terapêuticas”, diz a nota.
Fonte: G1, sidneyrezende.com

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domingo, 5 de junho de 2011

SAÚDE: Paraplégico mexe pernas após terapia com células-tronco

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Um paraplégico de 47 anos voltou a ter sensibilidade nas pernas e nos pés e a movimentar os membros inferiores após ser submetido a tratamento experimental à base de células-tronco, na Bahia
por GRACILIANO ROCHA
Desenvolvido por cientistas do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular do Hospital São Rafael, em Salvador, e da Fiocruz, o tratamento consiste na retirada de células-tronco adultas do osso da bacia e no reimplante no local da lesão.

O primeiro paciente, um policial militar de Salvador cuja identidade foi preservada, ficou paraplégico há nove anos, após uma queda que traumatizou a coluna na região lombar.

Seis semanas após a implantação de células-tronco adultas no local da lesão, o paciente já voltou a sentir as pernas e os pés.

Ele iniciou fisioterapia para fortalecer os músculos que ficaram muito atrofiados após o longo período de inatividade.

A bióloga Milena Soares, que participa do projeto, é cautelosa ao prever se o paciente voltará a andar um dia.

Segundo ela, isso vai depender, sobretudo, da fisioterapia. "Ele já consegue fazer alguns movimentos com a perna, e os resultados já mostram avanços muito significativos para a qualidade de vida do paciente", diz.

Os pesquisadores afirmam que houve um aumento do controle da bexiga e do esfíncter. Com isso, o paciente ficará livre de cateterismos diários feitos para retirar urina.

"Houve uma resposta muito boa no pós-operatório. Quatro dias depois [da cirurgia], o paciente já demonstrou melhora", diz Marcus Vinícius Mendonça, neurocirurgião que integra o grupo.

Nessa fase experimental, que visa atestar a segurança do procedimento, a técnica será aplicada em 20 voluntários. Dois deles receberam as células anteontem e ontem. O próximo fará o procedimento na semana que vem.

Segundo Mendonça, características do pós-operatório verificadas no primeiro paciente, como ausência de dores neuropáticas (característica de lesões neurológicas), se repetiram nos outros dois pacientes.
Fonte: Folha de São Paulo

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sábado, 7 de maio de 2011

SAÚDE: Maternidade pública do Rio tem UTI equipada que nunca foi usada

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Imagens do Sindicato dos Médicos mostram UTI pediátrica vazia.Comissão de Saúde também constatou problemas 
na UTI neonatal
Em meio à superlotação de unidades de saúde no Rio de Janeiro, a Maternidade Municipal Leila Diniz, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, inaugurada há três anos, tem um setor de Unidade de Tratamento Intensivo pediátrico (UTI), equipado, que nunca foi usado. 

Diretores do sindicato encontraram parte dos equipamentos, sem uso, em outra sala. São, por exemplo, respiradores importantes para manter muitas crianças vivas. Segundo funcionários da maternidade, a UTI nunca funcionou por falta de médicos.

O prédio atual em nada lembra o antigo que ficava em Curicica, em Jacarepaguá, também na Zona Oeste, desativado em 2005 por causa dos constantes alagamentos e vazamentos de esgoto. De acordo com a Secretaria estadual de Saúde, que monitora vagas em toda a rede pública, existem 169 leitos em UTIs pediátricas, e seriam necessários pelo menos mais 30.

UTI neonatal está superlotada, diz vereador:
Na tarde desta quinta-feira (5), o vereador Paulo Pinheiro (PPS), da Comissão de Saúde da Câmara, vistoriou a Maternidade Leila Diniz e também constatou problema numa outra UTI, a neonatal - destinada a recém-nascidos - que está superlotada. A comissão informou que, nesta quinta-feira, havia 11 bebês internados, mas a capacidade do lugar é para cinco.

“É uma sobrecarga para os médicos, é uma sobrecarga para o profissional de enfermagem, e é uma piora da qualidade para as crianças e para as mães que vêm ter filhos”, disse o vereador.

A prefeitura do Rio informou que a maternidade foi construída no governo anterior, sem um planejamento de utilização, e que estuda uma forma de viabilizar a operação do setor de UTI pediátrica. A Secretaria municipal de Saúde disse, ainda, que prioriza a recuperação e ampliação de serviços já oferecidos, além da construção de novas maternidades, e que nos últimos dois anos ampliou o número de leitos neonatais e pediátricos.

Falta de UTIs:
A carência de vagas nas UTIs infantis também acontece em outros hospitais do Rio. No Hospital Pediátrico do Fundão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a direção teve que improvisar uma UTI numa enfermaria.

O filho de Maria do Socorro está internado há um mês. Ela conta que o estado de saúde dele piorou, mas o menino não conseguiu ser levado para uma UTI. A criança está sendo atendida no Hospital Municipal Lourenço Jorge. Se a Maternidade Leila Diniz estivesse funcionando adequadamente, a transferência poderia ser feita em poucos minutos.

“Ela falou que ele seria transferido, mas ela disse que não arrumou vaga. Eu queria que ele fosse para um recurso maior, porque aqui não tem para ele”, disse Maria do Socorro.
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quinta-feira, 31 de março de 2011

SAÚDE: Temperos substituem o sal e deixam sua comida muito mais saudável

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Dicas de ervas que, além de saborosas, fazem bem para a saúde do seu corpo
O sal é um dos vilões mais temidos da atualidade, mas também é o menos combatido. Isso porque desde sempre nós nos acostumamos a comer tudo com uma bela pitada de sal. E se fosse só essa pitada, tudo bem! Mas, o que torna o sal um grande vilão é que ele é a principal fonte de sódio que consumimos, podendo causar aumento da pressão arterial levando a problemas mais sérios de saúde, como a hipertensão e sobrecarregar os rins. 

Porém, manter o sal longe do prato ou pelo menos diminuir as quantidades dele nas receitas pode ser mais fácil do que você imagina. A substituição do mineral por outros temperos naturais dá novo gostinho às preparações e ainda por cima promove uma onda de boa saúde. "Os temperos naturais ou condimentos melhoram o sabor, aroma e aparência dos alimentos preparados", explica a nutricionista Maíra Malta, da Unesp. Por isso, confira abaixo alguns temperos que te ajudam a se manter longe do sal.

Alho e Cebola: Os acompanhamentos básicos de quase todos os nossos pratos fazem muito bem a nossa saúde. "O alho, por exemplo, contribui para a diminuição da pressão sanguínea e dos níveis de colesterol. Já a cebola inibe a ação de algumas bactérias e fungos prejudiciais ao nosso organismo e diminui os riscos de trombose e aterosclerose", diz a especialista. A duplinha também ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de pulmão, estômago, próstata e fígado.

Sálvia: Esta erva é usada como condimento e como planta medicinal por sua ação anti-inflamatória e por ser estimulante da digestão. "A sálvia é indicada nos casos de falta de apetite, edema, afecções da boca, afta, tosse e bronquite. Fica ótima com massas e aves", diz Maíra Malta. A sálvia pode ser usada tanto em pó como as folhas inteiras.

Manjericão: A erva já é amiga da cozinha há muito tempo. Você provavelmente já a usou diversas vezes e seu gostinho inconfundível é o toque que falta em molhos vermelhos, tortas, saladas ou no clássico molho pesto. "O manjericão, além de muito gostoso, é amigo do sistema cardiovascular e acalma os espasmos da digestão. Quando utilizado em grandes quantidades, é um ótimo fortificante e antigripal."

Alecrim: A planta confere um gostinho leve e especial quando usada na preparação de carnes vermelhas ou peixes. No arroz e em sopas é uma boa pedida também, perfumando o prato e a cozinha. "O alecrim faz bem porque combate o vírus da gripe e previne doenças dos rins, da retina e da catarata."

Salsa: A salsinha também já é famosa conhecida de quem cozinha. Seja ela desidratada ou em folhas frescas, confere aos pratos um sabor leve e agradável, além é claro, de também ser uma aliada do nosso organismo, pois, como ensina a nutricionista, a salsa combate doenças do coração e dos rins.

Pimentas: Não é só na Bahia que este condimento é popular. Há quem ame e quem não viva sem. Mas, o importante é saber que a pimenta é muito mais do que um sabor afrodisíaco. O sabor ardido é por causa da capsaicina, substância antioxidante de ação curativa. "Além de prevenir alguns tipos de câncer e de reduzir o colesterol ruim (LDL) do sangue, a pimenta também acelera o metabolismo e, por isso, auxilia no emagrecimento."

Coentro: Tantos as folhas como as sementes do coentro são ricas em ferro e vitamina C, alivia indigestão e tem poder calmante.

Estragão: Apesar de não ser muito conhecido, pode ser facilmente encontrado nas lojas de temperos ou até em supermercados. Suas folhinhas são parecidas com erva-doce. Experimentar estragão vai garantir um sabor novo, levemente adocicado, à comida, além de aliviar a cólica menstrual e auxiliar na digestão.

Hortelã e menta: Estas duas plantinhas são na verdade parte de um mesmo gênero, a Mentha. Os sabores são muito parecidos e, por isso, ambos caem muito bem como complemento de peixes, carnes e molhos. Além de refrescantes, a nutricionista Maíra Malta nos ensina que essas plantinhas são ótimas para a digestão e proporcionam alívio para crises de bronquite, cólica estomacal e intestinal, dores, gripes e tosses. Com o tempo seco, o temperinho cai muito bem.

Louro: Caldinhos de feijão, sopa de legumes e carnes recheadas ficam com um sabor todo especial quando acrescentamos duas ou três folhinhas de louro. "Além de perfumar, os chás das folhas de louro proporcionam alívio contra gases", ensina a nutricionista.

Orégano: Não é só na pizza que o orégano é bem-vindo. Muitas pessoas evitam o tempero por considerá-lo forte demais, por isso, o segredo é colocar apenas uma pitadinha, combinada outros ingredientes. As folhas de orégano fresco dão ainda mais aroma ao prato.

Tomilho: Esta erva é muito versátil porque pode ser usada em praticamente tudo na cozinha. Sem contar que é bom para aliviar distúrbios intestinais e prevenir inflamações. Além de muito saborosa, a plantinha é também muito bonita com suas folhas verdes em formato de coração e pequenas florzinhas. Por isso, além de usá-la como tempero, vale também investir na decoração do prato.

Açafrão: Está faltando uma corzinha no seu prato? Invista no açafrão. Além de proporcionar um sabor agradável, deixa o prato mais colorido, com tom amarelado. Muito usado na culinária Mediterrânea, o condimento tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatória que melhoram a digestão.

Gengibre: Bom e velho conhecido dos japoneses, o gengibre com seu sabor picante e adocicado, pode ser usado tanto em doces como salgados, além de ser bom acompanhamento para sucos e sopas. "O gengibre tem propriedades que combatem a dor de cabeça, o enjoo e as náuseas. Por ser também um alimento termogênico, o gengibre aumenta a temperatura do corpo, obrigando o organismo a gastar mais energia", ensina a nutricionista da Unesp Maíra Malta.
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quarta-feira, 16 de março de 2011

SAÚDE: Idosos ganham Academia da Terceira Idade na Barra

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Objetivo da prefeitura é chegar ao total de 80 academias até o final de 2012
A 20ª unidade da ATI (Academia da Terceira Idade) começou a funcionar nesta quarta-feira (16), às 8h, na praça São Marcos, na avenida Adolpho de Vasconcellos, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. A inauguração oficial da academia não ocorreu em razão da chuva, mas a prefeitura informou que o local está aberto ao público.

O objetivo é chegar ao total de 80 academias, até o final de 2012. Segundo a secretária Cristiane Brasil, o Rio de Janeiro é a cidade com maior número de idosos.

- O Rio de Janeiro é a cidade do Brasil com a maior proporção de idosos, com cerca de 14% da população, enquanto nas demais cidades do país a média fica na casa de 8%. Temos que ser referência quando o assunto é terceira idade. Esse projeto gera bem estar físico e social para os idosos, além de favorecer a manutenção da autonomia e independência.

Cada ATI é composta por aparelhos para a prática de atividades físicas e atendem diretamente à necessidade dos idosos, trabalhando de forma conjunta exercícios de força e flexibilidade.

Além disso, a sequência de exercícios ajuda a desenvolver a capacidade aeróbica do praticante.

O projeto já se faz presente, também, nos bairros do Leme, Flamengo, Botafogo, Leblon, Ipanema, Peixoto e largo do Machado, na zona sul; Cavalcanti, Anchieta, Penha, Ilha do Governador (2), Tijuca e Vila Isabel, na zona norte; Bangu e Praça Seca, na zona oeste
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