Mostrando postagens com marcador UPP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UPP. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SEGURANÇA: Polícia faz operação em quatro favelas no Rio. Helicóptero da Globo e prédio da prefeitura são atingidos

__________________________________________________________________________________
Este Post tem apoio cultural de Mister Body Art
__________________________________________________________________________________
Piloto fez pouso de emergência em Jacarepaguá, sem feridos. Situação é tensa na região do Estácio
Globocop após o pouso forçado em Jacarepaguá
Cerca de 150 policiais civis do Rio estão, desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira, no conjunto de favelas da Mineira, no Estácio, região central da capital fluminense. A chegada dos policiais provocou reação dos traficantes de drogas do local, que abriram fogo contra os agentes e atingiram, com três disparos, um helicóptero da Rede Globo de televisão, que fazia imagens da ação.

Segundo informou a emissora, a aeronave, conhecida como Globocop, foi atingida por três disparos no momento em que se preparava para registrar a operação. “Um dos projéteis atingiu o assoalho, o segundo, a região central e o terceiro, a cauda da aeronave, modelo Eurocopter AS350 B2. Este terceiro projétil afetou a dirigibilidade do Globocop e obrigou o piloto Antonio Ramos a realizar um pouso forçado no Aeroporto de Jacarepaguá”, informa uma nota divulgada pela Globo.

Além do piloto, estavam a bordo o operador de sistemas Roberto Mello Reis e a repórter Karina Borges. A Rede Globo informa que ninguém se feriu e que o incidente foi comunicado “às autoridades policiais e aeronáuticas”.

O Centro Administrativo São Sebastião, prédio da prefeitura do Rio conhecido como 'Piranhão', também teve janelas alvejadas, mas não há registro de feridos.

Pouso forçado - De outra aeronave, um cinegrafista da Rede Record conseguiu filmar o Globocop se deslocando rapidamente até o aeroporto de Jacarepaguá. Ao chegar perto do solo, em uma área com grama, o helicóptero toca o chão com violência e chega a quicar. Em seguida, os ocupantes deixam a cabine às pressas.

As favelas do São Carlos, Zinco, Querosene e Mineira são o alvo da ação, que segundo a polícia tem objetivo de investigar e reprimir as quadrilhas de traficantes que atuam no local. Apesar da intensa troca de tiros entre policiais e criminosos nas quatro favelas ainda não há registros de feridos. O objetivo da ação, segundo a polícia, é combater o tráfico de drogas.

Ataques a aeronaves – Em outubro de 2009, na zona norte do Rio, traficantes alvejaram um helicóptero da Polícia Militar que dava apoio a uma operação no Morro dos Macacos. Três dos ocupantes morreram. A favela, em 2010, foi ocupada para receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
Helicóptero da Polícia Civil sobrevoa favelas no Estácio: 
reação de traficantes leva tensão ao bairro

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

NOSSA BARRA: Promotora do MP fala sobre combate a loteamentos irregulares

__________________________________________________________________________________
Este Post tem apoio cultural da Inspiração Perfumes
____________________________________________________________________________________
Combate a loteamentos irregulares
por Felipe Sil
Loira, alta e bonita, a promotora Christiane Monnerat, do Ministério Público Estadual (MPE), tem chamado a atenção. Não pelo lado estético, mas pelo combate aos crimes de loteamento irregular no Recreio e na região das Vargens. Moradora da Barra, trabalha na 19 Promotoria de Investigação Penal, que abrange a área de Jacarepaguá, focando principalmente a Cidade de Deus, em conjunto com a 32 DP (Taquara). Ela também lida com questões da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Desde abril, também colabora com os inquéritos da 42 DP (Recreio) sobre a ocupação ilegal do solo. Naquele mês, foi convidada pela delegada Carolina Salomão para ajudar nas investigações sobre a atuação de grileiros na sua área de abrangência. Nesta entrevista, Christiane fala sobre como age para combater este crime e sobre a vida na Cidade de Deus após a pacificação. 

Como se tornou uma famosa combatente do loteamento irregular? 
Christiane Monnerat: Geralmente, crimes deste tipo envolvem também crimes ambientais. Em boa parte das vezes trata-se de área de proteção permanente que é desmatada em algum trecho. Como trabalho junto com a DPMA, passa a ser um problema meu. Por isso, tenho agido em muitos casos que chegaram à mídia. 

Qual o seu papel nas investigações contra este tipo de crime? 
Christiane: A minha promotoria é criminal. Eu basicamente apuro os crimes com a ajuda de uma perícia técnica. Depois, outros setores podem tomar medidas cabíveis. No meu caso, embora a 42 DP (Recreio) não esteja na minha responsabilidade, recebi o pedido da delegada titular da unidade, Carolina Salomão, para ajudar no combate ao loteamento irregular. Talvez porque eu já tenha trabalhado em casos parecidos antes e tenha mais detalhes sobre como agem os grileiros. 

Como costumam agir os grileiros? 
Christiane: É algo muito complexo, mas, basicamente, eles se aproveitam de terras que não são deles e vendem lotes para consumidores que têm o sonho de morar nesses lugares. Muitos compradores acreditam que estão adquirindo algo legal e não sabem de toda a ilegalidade envolvida no processo. 
Com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 definidas, houve um aumento do problema? 

Christiane: Não diria que aumentou, mas a nossa atuação está ainda mais intensa, principalmente neste lado de Vargem Grande e Vargem Pequena. A expansão imobiliária e a especulação podem ser ainda maiores nos próximos anos, e precisamos estar atentos. 

Como avalia, atualmente, a questão da segurança na Cidade de Deus, sua área de atuação, quase dois anos após a entrada da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade (em fevereiro de 2009)? 
Christiane: Posso dizer que mudou completamente. Não há mais aquela situação crítica que existia no passado, quando foi inclusive cenário de filme. Certo que ainda há tráfico, mas é pontual. Quer dizer, não há endolação ou produção de drogas ali dentro. As unidades policiais estão permanentemente atentas, e os bandidos não tomam mais conta do local.
Fonte: bairros.com

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

SEGURANÇA:Cerca de 250 homens ocupam morros no Engenho Novo nesta quinta

______________________________________________________________________________
Este Post tem apoio cultural da Art & Neon
_______________________________________________________________________________
Instalação de nova UPP no Rio conta com o 
apoio de moradores
Cerca de 250 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Choque, do 3° BPM (Méier) e do 6º BPM (Tijuca) fazem na manhã desta quinta-feira uma operação no Morro São João, no Engenho Novo, na zona norte do Rio de Janeiro. Na região será implantada a 14ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). A incursão acontece também nas favelas Matriz e Quieto, no mesmo bairro.

A ação conta com apoio de dois veículos blindados, conhecidos como caveirões, uma retroescavadeira e um caminhão para derrubar possíveis barricadas montadas pelo tráfico, além de um ônibus com câmeras que localizam criminosos e fazem o mapeamento da região. O Batalhão de Choque e os dois batalhões de área também fazem policiamento preventivo no entorno das comunidades

A nova UPP, segundo estimativas da Secretaria Estadual de Segurança, vai beneficiar diretamente 12 mil moradores da região, que abrange os bairros Abolição, Água Santa, Cachambi, Encantado, Engenho de Dentro, Engenho Novo, Jacaré, Lins de Vasconcelos, Riachuelo, Rocha, Sampaio, São Francisco Xavier e Todos os Santos.

Segundo a secretária Ana Lucia Rodrigues, que mora no Engenho Novo há dez anos, a violência domina aquela área. “Espero que a paz agora chegue aqui. Achei que isso nunca iria acontecer no meu bairro”, disse.

Em outubro de 2009, uma tentativa de invasão de criminosos do Morro São João ao Morro dos Macacos, que já tem uma UPP, provocou a derrubada de um helicóptero da Polícia Militar. Dois agentes morreram na queda da aeronave.

De acordo com a Secretaria de Segurança, com a UPP do Morro São João o projeto terá alcançado 14 sedes, com 45 comunidades atendidas e mais de 250 mil moradores beneficiados.