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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

VENDO PARA CRER: Dia de ficar sem calça

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Este Post tem Apoio Cultural da Psicológica TV
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Hierarquia da Aprendizagem e Pedagogia do Desejo
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O que você faria se um monte de gente começasse a tirar as calças dentro do Metrô?
Por: Renan Salmin
Se você acredita que não precisa pensar na resposta porque isso jamais aconteceria, está muito enganado. Aconteceu ontem, em São Paulo, a 3ª edição do No Pants Day (Dia Sem Calças).

A intervenção, como os participantes gostam de chamar o evento, nasceu em 2002, em Nova Iorque. A ideia é tirar as calças no local mais improvável possível e ver como as pessoas vão reagir e é claro, sentir o sabor da liberdade. Tudo é combinado pela internet.

Pessoas das mais variadas regiões da cidade e com idades distintas tiraram a roupa.

Cerca de 250 pessoas se reuniram no Parque da Luz, por volta das 14h, e embarcaram na linha azul do Metrô às 16h. Divididos em grupos de 50 pessoas, os caras de pau, tomaram diversos vagões e, um a um, foram tirando suas calças na presença dos demais passageiros.

Mas engana-se quem pensa que não é perigoso tirar a roupa nos trens do Metrô. "Fizemos o trajeto da Luz até a Consolação, na Linha Verde. Alguns dos seguranças perceberam retiraram algumas pessoas dos trens", comenta Bruno Fonseca, um dos divulgadores da mobilização.

Ainda segundo ele, o evento não foi feito só em São Paulo, simultaneamente, outras grandes cidades do mundo, como Madrid e Chicago, também realizaram o evento.

Depois de passear de trem, o grupo de reagrupou e desceu a famosa Rua Augusta, no Centro, enfrentando novos olhares curiosos e muito assédio.
Fonte: http://one.meiahora.com

sábado, 5 de fevereiro de 2011

VENDO PARA CRER: Manifestantes se reúnem para tomar overdose de remédios homeopáticos

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Neste sábado, quem passou pela tradicional feirinha de antiguidades da praça Benedito Calixto, em São Paulo, se deparou com um protesto um tanto inusitado: cerca de vinte manifestantes se reuniram para tomar uma overdose de remédios homeopáticos.
Manifestantes se reúnem para tomar overdose de remédios homeopáticos em SP

Neste sábado, quem passou pela tradicional feirinha de antiguidades da praça Benedito Calixto, em São Paulo, se deparou com um protesto um tanto inusitado: cerca de vinte manifestantes se reuniram para tomar uma overdose de remédios homeopáticos.

O evento faz parte de uma manifestação global que vai ocorrer em outras 79 cidades do mundo inteiro neste fim de semana --uma campanha encabeçada pelo grupo britânico 10:23.

A ideia, segundo os organizadores do movimento, é protestar contra a falta de evidências científicas que demonstrem a eficácia dessas medicações.

Às 10h23 da manhã, pontualmente, os céticos paulistanos entornaram vidros inteiros de remédios homeopáticos. O horário é uma alusão à constante de Avogadro, referência usada na química para calcular quantidades de substâncias.

"Isso é o que eu chamo de suicídio homeopático", disse um dos manifestantes após sorver todo o seu comprimido. 'Se eles realmente funcionassem, eu estaria agora caído no chão, com espuma saindo pela boca'.

O analista de sistemas Kentaro Mori, um dos coordenadores do protesto, também não parecia temer qualquer efeito colateral de uma suposta overdose.

"Todas as leis da física e da química garantem que não vai dar nenhum efeito", disse ele, após virar uma dose inteira do composto feito à base beladona, uma planta tóxica que é diluída para produzir muitos desses remédios.

"A diluição é tão grande que para se achar uma única molécula da substância teríamos que administrar 6 bilhões de doses para 6 bilhões de pessoas durante 4 bilhões de anos", completou o também analista de sistemas Carlos Bella, 38, que comprou seis frascos por R$ 50 para fazer o protesto.

"Dá pra ver que é o açúcar mais caro do mundo", ironizou o advogado Alexandre Medeiros, 40.

Alguns instantes depois, aproximou-se um grupo de terapeutas homeopatas e adeptos dessas medicações.

A designer gráfica Marisa Luiz, 53, que toma esse tipo de remédio há mais de cinco anos, classificou o protesto como uma "palhaçada".

"Eles não conhecem princípios da homeopatia. Se eles realmente quisessem uma overdose, teriam que tomar várias vezes ao dia, e não assim, de uma vez só", afirmou.

Rubens Dolce Filho, presidente da Associação Paulista de Homeopatia, concorda.

"Isso é uma bobagem enorme. Não existe overdose em homeopatia dessa forma."

A terapeuta homeopata Ana Paula Macedo começou a notar que alguns dos céticos apresentavam sinais no corpo de possíveis efeitos colaterais da superdosagem.

"Alguns estão com pontos vermelhos nas faces e estão tomando muita água porque a boca está seca. É um sinal de que está acontecendo alguma coisa".

O biólogo Yuri Grecco, 32, do grupo de manifestantes, rebate: 'Dizer isso é de uma desonestidade intelectual tremenda. Eu suo o dia inteiro porque sou obeso e o sol está bem forte'.

Bella resume a ideia do movimento: "Não estamos lutando contra um laboratório específico. Estamos alertando para uma situação em que há dinheiro público financiando tratamentos e pesquisas sem que haja demonstração de que a homeopatia tem uma base, que é uma ciência".
Fonte: CFSP