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segunda-feira, 18 de abril de 2011

RIO 2016: Motéis viram solução-tampão e fazem a festa com o déficit de quartos de hotel no Rio

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Os motéis do Rio de Janeiro arrumaram uma maneira de faturar com os Jogos Olímpicos de 2016
Como a cidade ainda sofre com a falta de quartos de hotéis para receber os turistas que assistirão às Olimpíadas, os "ninhos de amor" se transformam para receber os visitantes. Segundo a Associação dos Proprietários de Motéis do Rio, 30% deles já fizeram reformas para receber outro tipo de clientes.

O Serramar, na Barra, por exemplo, trocou o “m” de motel pelo “h” de hotel e redecorou 35 unidades, aproximadamente um terço da capacidade. No lugar de espelho no teto e cama redonda, duas camas de solteiro, uma escrivaninha e um armário. Além disso, o hotel construiu uma recepção e contratou novos funcionários para o contato direto com o cliente. Na semana passada, todos os quartos estão ocupados por participantes de uma feira de defesa e segurança que ocorre no Riocentro.

"Tivemos 100% de ocupação no Réveillon e no Carnaval", celebra Rodrigo Lucas, gerente de reservas do Serramar, ele próprio um dos funcionários contratados para nova fase do hotel. "Estamos de olho nos grandes eventos sediados na cidade. Já temos muitas reservas confirmadas para o Rock in Rio, em setembro. Até a Copa de 2014, pretendemos dobrar a nossa capacidade", completou.

O presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman anunciou que o Rio de Janeiro terá 34 mil quartos de hotel em 2016. O dossiê da candidatura carioca havia garantido 48 mil, contando, além dos hotéis, apart-hotéis, vilas olímpicas e até cabines de navios de cruzeiros.

A cidade hoje conta com 24.558 quartos. Para chegar a 34 mil, a Prefeitura lançou, em novembro do ano passado, um pacote incentivos fiscais. As medidas incluem a remissão de dívidas de IPTU e isenção deste imposto durante as obras, a redução do ISS e a isenção do ITBI, a taxa paga em operações de compra e venda de imóveis destinados à atividade hoteleira. Desde o anúncio do pacote, foi confirmada a construção de cinco novos hotéis que totalizam 1078 novos quartos.

Alguns desses projetos contam com o apoio do BNDES, que, através do Pro Copa Turismo, financia obras no setor com créditos de R$ 3 a 10 milhões. O programa conta com uma carteira de R$ 297,2 milhões, dos quais R$ 178,5 milhões já foram aprovados. Os recursos vão sendo liberados de acordo com o andamento das obras. Os juros praticados estão bem abaixo no mercado: de 6,9 a 8,8% ao ano, com prazos que podem chegar até 18 anos.

Os projetos aprovados e contratados até agora são a reforma do tradicional Hotel Glória (R$ 146,5 milhões) e a construção de duas unidades do Hotel Íbis, da rede Accor, em Botafogo (R$ 20,3 milhões) e em Copacabana (R$ 11,6 milhões). Os outros R$ 118,7 milhões da carteira do programa referem-se a pedidos ainda em análise.

"Do ponto de vista econômico, o Brasil vive um momento que favorece bastante os negócios, a hotelaria em particular e, em geral, o desenvolvimento das cidades. A elevação do PIB repercute diretamente sobre o aumento da demanda e favorece esse desenvolvimento", explica Felipe Boni, coordenador de Comunicação da Accor. No ano passado, a rede hoteleira francesa assinou 24 novos contratos no Brasil, com destaque para os cinco novos hotéis que estão sendo construídos no Rio de Janeiro.

"Se continuarmos no ritmo atual, ultrapassaremos facilmente a meta", explica o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) no Rio, Alfredo Lopes. "Este ano, já teremos três mil novos quartos aguardando habite-se. A rede Windsor abriu uma nova unidade no Carnaval, com 540 quartos, e o Hotel Nacional está em reforma, com previsão de reabrir com outros 500."

Entretanto, como reconhece o próprio presidente da Abih, o problema de acomodação no Rio não se resolve só com a construção de novas unidades. "Com o crescimento acelerado da economia brasileira, há escassez de mão-de-obra em todos os setores, na hotelaria não seria diferente", explica Lopes. "A demanda por profissionais qualificados está aumentando no Rio. Vamos precisar de gente que esteja preparada para lidar com os turistas."
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

RIO 2011: Um ícone dos anos 70 está de volta

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Espanhol que já teve negócios polêmicos reabre lendário Le Méridien após dois anos de obras e transforma o Windsor na maior rede do Rio
Após dois anos de obras, a rede hoteleira Windsor reabriu as portas do arranha-céu que abrigou o lendário Le Méridien, na Praia de Copacabana. Com um investimento total estimado por operadores do setor em R$ 270 milhões, o hotel que ficou famoso pelas cascatas de fogos no réveillon foi rebatizado de Windsor Atlântica e marca a expansão da rede carioca.

Em uma década, o grupo Windsor dobrou de tamanho e se tornou a maior rede hoteleira do Rio. Em 2000, a rede tinha apenas quatro unidades. Com a abertura do Windsor Atlântica, os dez hotéis do grupo somam quase 3 mil quartos. O foco no turismo de negócios numa cidade mais conhecida pelo lazer foi a estratégia da rede para aumentar o faturamento e engordar o caixa para aquisições.

"Hotel no Rio hoje vive é do turismo de negócios", diz Paulo Marcos Ribeiro, diretor de marketing da rede. "Mesmo o Windsor Atlântica terá a demanda de empresas como alvo principal. É um segmento que cresce muito no Rio, responsável por 75% da nossa ocupação. Até a demanda que já sentimos em relação à Copa e à Olimpíada é corporativa, de empresários e dirigentes. Turista para ver jogo só aparece nos dias do evento."

A rede Windsor cresce sob a liderança do empresário José Oreiro Campos, que toma todas as decisões e supervisiona pessoalmente as obras de expansão do grupo, mas não gosta de entrevistas ou de abrir números da empresa. Estima-se que o faturamento anual da rede Windsor seja hoje de R$ 250 milhões.

Integrante da geração de imigrantes espanhóis que chegou ao Rio nos anos 50 e enriqueceu na noite, como os controversos Pedro Gonzalez e Chico Recarey, Oreiro foi um dos donos da boate Help, reduto de prostitutas que foi outro ícone de Copacabana, demolida para dar lugar ao Museu da Imagem e do Som.

O empresário chegou a ser sócio do Bingo Arpoador no período em que a atividade era legalizada, mas, aos poucos, foi se desfazendo dos negócios polêmicos para se concentrar nos hotéis. Em cada empreendimento, Oreiro tem um grupo diferente de sócios. São cerca de 30 fiadores de sua fama de negociador audacioso coroada com o ex-Le Méridien.

Com a aquisição do principal arranha-céu da Avenida Atlântica, a rede ganhou de uma só vez 545 quartos. O prédio pertencia à Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que decidiu vendê-lo em 2009 depois de divergências com a então operadora Iberoestar sobre reformas necessárias.

Oreiro não pensou duas vezes. Entrou na disputa e levou por R$ 170 milhões. O hotel foi então fechado para a reforma, cujo custo é estimado em pelo menos R$ 100 milhões. O Windsor Atlântica abriu parcialmente no réveillon e será inaugurado oficialmente em março, pouco antes do carnaval. Mais da metade dos quartos já está reservada.

Entre as novidades voltadas para o turismo de negócios estão quatro andares de suítes executivas com direito a mordomo. As duas suítes presidenciais ainda estão em obras. O hotel ganhou dois andares operacionais a mais, com a criação de um spa no lugar do restaurante panorâmico e a construção de um bar com piscina no topo.

Cautela. A rede aposta no mercado carioca com cautela. Abre um novo hotel em Copacabana ainda este ano e começa a construir duas unidades na Barra da Tijuca para atender à demanda dos eventos esportivos, mas só com a garantia de que seguirão sustentáveis no dia seguinte.

Para os projetos na Barra (que somam 950 lugares), onde já tem um cinco estrelas, a empresa pediu crédito da linha especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para as cidades-sede da Copa. A rede ainda busca oportunidades de aquisição em bairros nobres, como Ipanema e Leblon, mas ainda não tem planos de operar fora do Rio.

"O Rio tem a melhor taxa de ocupação e diária média do País. Temos ainda um grande potencial de crescimento e nossa própria construtora no Rio. Sair daqui agora não está nos planos", diz Ribeiro, que só admite Brasília no radar do grupo. "É um mercado que olhamos com interesse, mas não para agora."

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

RIO2011: Aeroporto de Jacarepaguá faz 40 anos

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Aeroporto de Jacarepaguá/ Roberto Marinho
No próximo dia 19 de Janeiro, o Aeroporto de Jacarepaguá, peça importante na história da região e marco no desenvolvimento da aviação brasileira, completa 40 anos, fundado que foi em 19/01/1971. Apesar do nome, o aeroporto está localizado em uma área central da Barra da Tijuca. Assim como a lagoa de Jacarepaguá, também localizada na Barra, tem seu nome devido à denominação antiga – e genérica – aplicada a toda a região compreendida entre os maciços da Pedra Branca e da Tijuca: baixada de Jacarepaguá. Apesar de tal denominação modernamente se aplicar em geral ao bairro de Jacarepaguá, denominações antigas perduram, como é o caso do aeroporto.

Está localizado na avenida Ayrton Senna, uma das principais vias da Barra da Tijuca, e é administrado pela Infraero. Situa-se na Baixada de Jacarepaguá – limitada pelo oceano Atlântico e pelos maciços rochosos da Pedra Branca e da Tijuca –, a aproximadamente 30 quilômetros do centro.

A dimensão de sua pista é 900 x 30m, sendo mais freqüentemente utilizado por particulares e empresas de propaganda aérea que fazem publicidade nas praias da Barra da Tijuca e na zona sul da cidade, e pelo Aeroclube do Brasil. Dentre as grandes companhias, apenas a Gol Linhas Aéreas tem um balcão de check-in e transfer rodoviário gratuito para o Aeroporto do Galeão (Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim - GIG).
O aeroporto tem sua área patrimonial limitada ao norte pela lagoa de Jacarepaguá, ao sul por uma área de reserva biológica (Bosque da Barra) e, a leste e a oeste, por terras de terceiros.Para comemorar a data, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) anuncia uma série de novidades que beneficiarão a unidade. Já estão abertas licitações de projetos para a construção de uma nova torre de controle, para ampliar o pátio de aeronaves e para modernizar a infraestrutura da área de hangares ocupados pelas empresas ali instaladas. Essas obras e outras de menor porte fazem parte de um investimentos estimado em R$ 5 milhões, até 2015. 

Para este ano também estão previstas a revisão do Plano Diretor do Aeroporto (necessária a cada cinco anos para adequações às novas tendências da instalação), obras de restauração de uma das vias de acesso, a continuação da revitalização do sistema elétrico e a realização de trabalhos de topografia para delimitar áreas civis e militares e chegar a cadastramento de áreas de concessões. Segundo o superintendente regional da Infraero no Rio, Willer Larry Furtado, os investimentos são necessários devido ao crescimento da demanda já previsto para o aeroporto. 

— A exploração do pré-sal e o desenvolvimento da aviação geral brasileira nos fazem prever um futuro bastante promissor para o local — afirma.
O Aeroporto de Jacarepaguá/ Roberto Marinho – RJ tem por objetivo atender aos voos não-regulares das empresas de táxi aéreo, da aviação geral e do Aeroclube do Brasil. Atualmente o aeroporto em função de sua localização, está em evidência pelos grandes empresários da aviação executiva e para o Transporte Off-Shore em consequencia da prospecção e extração do petróleo da camada Pré Sal da Bacia de Santos.
O espaço é usado para voos desde a década de 30. O aeroporto, porém, só foi inaugurado oficialmente pelo Ministério da Aeronáutica em 19 de janeiro de 1971. Antes, a área era usada como auxiliar ao Campo dos Afonsos, onde a Companhia Aeropostale (mais tarde Air France) fazia seus voos. Entre os que chegaram a voar neste ponto está o escritor Antoine de Saint-Exupéry, autor do clássico “O pequeno príncipe”. 

Hoje, há 89 empresas operando no aeroporto nos mais diversos ramos, entre eles abastecimento de aeronaves, academia e alimentação. Passam pela unidade, em média, 10.990 passageiros por mês, sendo 366 por dia. Ao todo, 2.140 pessoas trabalham dentro do aeroporto. 
O Aeroporto de Jacarepaguá é considerado uma área estratégica na aviação do estado por servir de base para atendimento a helicópteros de resgate e a emergências médicas, já que está voltado somente para a aviação executiva. Pesa no conceito ainda o fato de contribuir para o desenvolvimento econômico do Rio garantindo estrutura a atividades offshore, em franca expansão. Assim como nos Jogos Pan-americanos, a Infraero espera utilizar a unidade como ponto de apoio a serviços de segurança e de imprensa, tanto na Copa do Mundo de 2014 quanto nas Olimpíadas de 2016.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FUTEBOL: Ronaldinho Gaúcho comemora acerto com o Flamengo em show do Exaltasamba

Ronaldinho Gaúcho comemora acerto com o Flamengo
por Edgard Maciel de Sá
Enquanto não se apresenta oficialmente e começa a treinar para o Campeonato Estadual, Ronaldinho Gaúcho segue aproveitando a vida no Rio de Janeiro, sua nova cidade. O craque desembarcou no Santos Dumont na noite desta segunda-feira e, logo depois do anúncio oficial de sua contratação pelo Flamengo, foi para uma churrascaria na Zona Oeste celebrar os 40 anos de seu irmão e empresário, Assis. Os festejos contaram, também, com a presença de dirigentes rubro-negros. Mas a comemoração de verdade do novo camisa 10 da Gávea veio logo em seguida: Ronaldinho partiu para o clube Monte Líbano, na Lagoa, onde acompanhou de perto o show do grupo Exaltasamba.

Chegando ao local, o craque foi ovacionado pelos rubro-negros presentes aos gritos de: 'Ih, fu..., o Ronaldinho apareceu'. Contratado por três anos e meio, o reforço será apresentado oficialmente na próxima quarta-feira. O Maracanãzinho é o local mais provável.

- Tivemos um ano muito difícil, mas montamos uma estrutura sólida para esse ano. Devíamos ao torcedor essa alegria. E a alegria está de volta. O Flamengo precisa ser grande. Amanhã (quarta) quero todo mundo na rua com a camisa rubro-negra - disse a presidente Patrícia Amorim, que, emocionada, contou detalhes da negociação.

- Senti no jogador que ele queria jogar no Flamengo. Que ele não poderia passar a carreira dele sem jogar no Flamengo. Sempre falei sobre isso. Se ele quer vir jogar, as barreiras, mesmo que difíceis, são possíveis.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

RIO 2016: Presidente do COI visita obras de linha de metrô

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 Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI),
Jacques Rogge vistoria obra no metrô
por LUÍS BULCÃO PINHEIRO
 . Foto: Mauro Pimentel /Futura Press
O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, visitou, nesta quinta-feira, as obras da linha quatro do metrô do Rio de Janeiro, que vai ligar a Barra da Tijuca à Zona Sul da cidade. Acompanhado do vice-governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito Eduardo Paes, o dirigente assistiu a uma apresentação em vídeo de como vai ficar a estação do Jardim Oceânico. A promessa é que a obra fique pronta antes da Olimpíada de 2016, beneficiando 240 mil pessoas.

Mais cedo, uma visita do COI às obras do Corredor Expresso de BRT (Bus Rapid Transportation), que vai ligar o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, a Campo Grande e Santa Cruz, foi cancelada devido à chuva. A construção do corredor expresso, de 56 quilômetros, vai custar R$ 800 milhões e é a primeira via da Transcarioca a ter a construção iniciada. A estimativa é que a obra já esteja pronta para atender à Copa de 2014.

A Secretaria Municipal de Obras publicou nesta quinta-feira a licitação para a segunda etapa das obras da Transcarioca. Orçada em R$ 548,3 milhões, a segunda BRT vai ligar o bairro da Penha, na Zona Norte, ao aeroporto internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador. A concorrência está marcada para o dia oito de fevereiro de 2011. O investimento total da Transcarioca é estimado em R$ 1,3 bilhões.
Postado originalmente por http://esportes.terra.com.br